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Adicional de periculosidade para motociclista: quem tem direito e como cobrar

  • Foto do escritor: Barrozo Russo Advogados
    Barrozo Russo Advogados
  • 23 de abr.
  • 3 min de leitura

O trabalhador que utiliza motocicleta no exercício da profissão pode ter direito ao adicional de periculosidade, mas muitas empresas ainda deixam de pagar essa verba corretamente.


Na prática, isso acontece com frequência em atividades como entregas, visitas externas, atendimento técnico, cobranças e deslocamentos feitos a serviço da empresa. Em muitos casos, o empregado convive diariamente com os riscos do trânsito sem receber o que a legislação trabalhista assegura.


Por isso, entender quando esse direito existe é essencial para identificar valores não pagos e avaliar a possibilidade de cobrança judicial.


O que é o adicional de periculosidade?

O adicional de periculosidade é uma parcela salarial devida ao empregado que exerce atividade com exposição a risco acentuado.


No caso de quem trabalha com motocicleta, o direito pode existir quando o uso da moto faz parte da atividade profissional de forma habitual, especialmente em deslocamentos realizados em vias públicas e com exposição frequente ao risco.


Além do valor mensal do adicional, o reconhecimento desse direito também pode gerar reflexos em outras verbas trabalhistas.


Quem pode ter direito ao adicional de periculosidade por uso de motocicleta?

Esse direito pode ser discutido por trabalhadores que utilizam motocicleta como instrumento de trabalho no dia a dia.


Alguns exemplos comuns são:


  • motoboys;

  • entregadores;

  • vendedores externos;

  • cobradores;

  • técnicos de campo;

  • empregados que realizam deslocamentos frequentes a serviço da empresa.


Mas há um ponto importante: não é apenas o cargo registrado na carteira que define o direito. O que realmente importa é a atividade exercida na prática.


Ou seja, mesmo que o contrato tenha uma função genérica, o trabalhador pode ter direito ao adicional se a rotina demonstrar o uso habitual da motocicleta em atividade profissional.


Nem todo uso de moto gera direito automático

Esse é um cuidado importante.


Nem toda pessoa que utiliza motocicleta terá direito automático ao adicional de periculosidade.


Cada caso precisa ser analisado individualmente, levando em conta fatores como:

  • frequência do uso da motocicleta;

  • finalidade profissional do deslocamento;

  • exposição efetiva ao risco;

  • rotina real da atividade exercida.


Por isso, a análise jurídica do caso concreto é indispensável. Muitas vezes, o trabalhador acredita que não tem direito, quando na verdade pode haver valores relevantes a receber.


O que pode ser cobrado na Justiça?

Quando o adicional de periculosidade não é pago corretamente, o trabalhador pode ter direito à cobrança dos valores devidos, inclusive com reflexos sobre outras parcelas trabalhistas, conforme a situação do contrato.


Dependendo do caso, pode ser possível discutir:

  • pagamento do adicional de periculosidade;

  • diferenças salariais retroativas;

  • reflexos em férias;

  • reflexos em 13º salário;

  • reflexos em FGTS;

  • reflexos em aviso-prévio e demais verbas trabalhistas.


Em contratos mais longos, os valores podem ser expressivos.


Por que procurar um advogado trabalhista?

Questões trabalhistas exigem análise técnica. O nome do cargo, os documentos da empresa, a rotina de trabalho, a prova testemunhal e a forma como o serviço era efetivamente prestado podem fazer toda a diferença no reconhecimento do direito.


Um advogado trabalhista pode avaliar a situação concreta, verificar se há direito ao adicional de periculosidade e indicar o melhor caminho para buscar o pagamento correto.


Quando buscar orientação?

Se você usa motocicleta para trabalhar ou já trabalhou nessa condição e desconfia que não recebeu corretamente o adicional de periculosidade, a orientação jurídica pode ajudar a esclarecer:

  • se existe direito no seu caso;

  • quais valores podem ser cobrados;

  • quais provas podem ser utilizadas;

  • qual a melhor estratégia para buscar seus direitos.


Fale com um advogado e analise seu caso

Se você trabalha ou trabalhou com motocicleta e quer saber se tem direito ao adicional de periculosidade, nosso escritório pode analisar seu caso de forma individualizada.


Uma avaliação jurídica correta pode identificar verbas não pagas e apontar o melhor caminho para buscar aquilo que é devido.



Entre em contato com nosso escritório e agende uma análise do seu caso.




 
 
 

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